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Projecto
Caracterização da Região
Movimentos de Massa
Sismos
Tsunamis
Análise de Risco
Conferência
Caracterização Sócio-Urbanística Caracterização Geo-Ambiental

Caracterização Geo-Ambiental

Autores:

Pedro Terrinha1, Gabriela Carrara1, Vasco Valadares1, Luís Rebêlo1, Henrique Duarte1, José Vicente2

 

1 – Unidade de Geologia Marinha – Laboratório Nacional de Energia e Geologia

2 – Departamento de Informação Geográfica e Cadastro – Câmara Municipal de Lisboa

1. Introdução

A cidade de Lisboa situa-se na margem norte do estuário do rio Tejo (figura 1), numa região onde as margens do rio apresentam características geológicas extremamente diferentes. Por este motivo, para se entender e sintetizar a caracterização aqui apresentada torna-se necessário analisar a situação geológica da cidade, enquadrando-a nas quatro cartas geológicas à escala 1/50.000, nºs 34-A, 34-B, 34-C e 34-D, respectivamente de, Sintra, Loures, Cascais, e Lisboa (figura 1 e anexo I, ver referências bibliográficas respectivamente, Kullberg et al. (1991), Choffat (1950), Ramalho et al. (1990), Choffat (1950)) e respectivas notícias explicativas (Ramalho et al. (1993), Zbyszewski (1963), Ramalho et al. (2001), Pais et al. (2006)).

Localização geográfica

 

A

 

 

Cartas Geológicas de Lisboa

 

B

Figura 1 - Localização geográfica (A) e mosaico das cartas geológicas que enquadram a região da cidade de Lisboa (B). Note-se a continuação estratigráfica dos terrenos cretácicos, os mais antigos da cidade, para oeste e dos miocénicos na margem sul, na zona de Almada, enquanto a sudoeste a margem do rio Tejo se encontra essencialmente coberta por aluviões recentes e retalhos de sedimentos pliocénicos e quaternários.

 

A cidade de Lisboa apresenta um relevo vigoroso resultante de assentar sobre uma região afectada por uma tectónica que lhe confere o afloramento duma litoestratigrafia diversificada. Ambas a tectónica e a litoestratigrafia testemunham uma história geológica e ambiental muito diversificada, caracterizada por ambientes marinhos de pequena profundidade e recifais durante o início do Cretácico superior (aproximadamente há 95 milhões de anos), vulcanismo basáltico sub-aéreo no Cretácico superior (há cerca de 72 milhões de anos), ambientes continentais fluviais e lacustres no Paleogénico (há cerca de 30-40 milhões de anos) e ambientes marinhos costeiros de baixa profundidade, lagunares, fluviais e continentais durante o Miocénico (entre cerca de 20 e 7 milhões de anos).

Os tempos geológicos mais recentes, do Pliocénico e do Quaternário, aproximadamente os últimos 5 milhões de anos, encontram-se representados essencialmente na margem sul do rio Tejo e no próprio leito do rio, pelos mouchões, já no segmento de orientação NE-SW, para norte de Cabo Ruivo. Este registo geológico é exclusivamente registado em sedimentos ainda pouco consolidados, essencialmente de natureza arenosa ou conglomerática, fluviais e continentais.

Para uma informação sintética mas mais pormenorizada e ainda para obtenção de bibliografia científica e técnica específica recomenda-se a consulta das cartas geológicas 1/50.000 já referidas, da carta geológica à escala 1/10.000 de Lisboa (Almeida, 1986 e Almeida e Almeida, 1997) e das respectivas notícias explicativas, nomeadamente da Notícia Explicativa da folha 34-D (Lisboa), de Pais et al. (2006).

2. Morfologia

A cidade de Lisboa encontra-se limitada a sul e a oriente pelo rio Tejo, desenvolvendo-se, consequentemente, em direcção a norte e a oeste. Do ponto de vista fisiográfico a área emersa envolvente da cidade na margem norte do rio Tejo é bastante acidentada, como é visível no mapa altimétrico apresentado na figura 2. A par da variabilidade altimétrica – a cidade apresenta cotas desde o nível do rio Tejo (sensivelmente x metros acima do nível médio do mar) até cotas superiores a 200 metros na serra de Monsanto – a região apresenta também uma variabilidade importante no que respeita aos valores de inclinação de vertentes, conforme patente na figura 3. Existe uma zona triangular bastante aplanada a norte da serra de Monsanto a sul e a ocidente da qual se desenvolvem as vertentes em direcção ao rio Tejo; localmente, estas vertentes atingem inclinações que excedem 20º, geralmente associadas a linhas de drenagem das águas pluviais para o rio Tejo.

As zonas mais elevadas da região da cidade coincidem com o afloramento de rochas mais antigas, as do Cretácico sedimentar e vulcânico, seguidamente descritas e, a norte de Lisboa, na região de Loures. Ainda nesta última região encontram-se zonas de declives bastante elevados associadas às costeiras e ao vale da ribeira de Loures que drena para o rio Tejo pelos rios de Loures e Trancão.

As zonas ribeirinhas da cidade, constituídas em parte significativa sobre áreas conquistadas ao rio, são particularmente vulneráveis ao risco sísmico e tsunâmico, devido à solifluxão e liquefacção que são susceptíveis de serem causadas por um abalo de magnitude elevada e, ainda, devido às suas cotas e declives baixos, facilmente invadidas por uma onda de tsunami.

Altimetria

 

Figura 2- Altimetria da região envolvente da cidade de Lisboa. Note-se que as cotas mais elevadas no interior do perímetro do concelho da cidade escassamente ultrapassam os 200 m e correspondem às rochas mais antigas, as do Cretácico, também mais resistentes à erosão.

 

 

Declive

 

Figura 3- Mapa de inclinações do terreno; os valores da escala inserida são em graus. Note-se os maiores valores regionais associados aos relevos de origem tectónica e de dureza da serra de Sintra. No interior do perímetro do concelho de Lisboa os valores das vertentes raramente excedem os 20º, encontrando-se estes associados à ribeiras da cidade, evidenciando um encaixe de idade pós Tortoniano, provavelmente plio-quaternário.

3. Estratigrafia

O Mesozóico da cidade de Lisboa é exclusivamente representado pelo Cretácico, de natureza sedimentar ou vulcânica.

O Cretácico sedimentar aflora na encosta do bairro de Ajuda e na serra de Monsanto. As formações aflorantes encontram-se cartografadas como Formação de Caneças e Formação de Bica, respectivamente do Albiano superior a Cenomaniano médio e Cenomaniano superior. A Formação de Caneças é essencialmente constituída por calcários margosos e a Formação de Bica por calcários compactos com tendência a mais margosos para o topo da unidade (Pais et al., 2006).

O Cretácico vulcânico, designado por Complexo Vulcânico de Lisboa, foi datado radiometricamente, através do método K/AR, indicando a idade de 72,6+/- 3,1 Ma, ou seja, do Cretácico superior, Campaniano (Ferreira e Macedo, 1979). As lavas do Complexo estão provavelmente associadas à intrusão das rochas plutónicas alcalinas da serra de Sintra, provavelmente correlativas (Alves, 1964; Alves et al., 1980; Miranda et al., 2009). O Complexo cobre uma área importante da cidade nas zonas de Monsanto, Ajuda e Alcântara. Este Complexo cobre uma área importante da cidade nas zonas de Monsanto, Ajuda e Alcântara, tendo sido identificado nas sondagens da Ponte 25 de Abril.

O Cenozóico da cidade de Lisboa encontra-se essencialmente representado pelos sedimentos da Formação de Benfica de idade paleogénica e pelas formações miocénicas.

O Paleogénico é constituído pela Formação de Benfica. De acordo com Zbyszewski (1963) esta formação tem aproximadamente 400 m de espessura, assenta sobre o Cretácico superior e é recoberta discordantemente pelos sedimentos marinhos do Miocénico inferior. Segundo Reis et al. (2001) a base desta formação é de idade eocénica superior e o topo de idade oligocénica. Trata-se duma formação constituída exclusivamente por sedimentos continentais (arenitos, margas, conglomerados siliciclásticos e calcários, e calcários lacustres). O Paleogénico aflora em continuidade entre as zonas de Palhavã, Benfica, Alfornelos e Loures (figura 1).

O Miocénico de Lisboa cobre a parte a parte ocidental da cidade e a parte central (figura 1). O facto de coexistirem na região de Lisboa e Almada alternâncias entre fácies fossilíferas marinhas e continentais permitiu a elaboração de modelos cronostratigráficos e paleoambientais de alta resolução (Antunes et al., 1999; Antunes et al., 2000). De acordo com Pais et al. (2006) na cidade de Lisboa o Miocénico apresenta-se subdividido em dez sequências deposicionais, desde a base do Miocénico (Aquitaniano) até ao Tortoniano.

O Pliocénico e o Quaternário encontram-se escassamente representados na zona da cidade de Lisboa, essencialmente através de depósitos siliciclásticos do Plio-Plistocénico - prolongamentos de unidades bem desenvolvidas a montante no rio Tejo e na margem sul – e pelas aluviões das ribeiras de Lisboa. Os depósitos arenosos e lodosos associados à transgressão marinha e condições de alto nível do mar do Plisto-Holocénico encontram-se sobretudo no estuário e delta submarino do rio Tejo que preservam evidências de erosão importante causada pela passagem de tsunamis (Abrantes et al., 2005; Abrantes e tal, 2008).

4. Tectónica

Lisboa situa-se aproximadamente a meio da costa ocidental da península Ibérica, que adquiriu o seu carácter litoral atlântico no já longínquo final do Cretácico inferior (120 milhões de anos), quando se formou o primeiro segmento de oceano nestas latitudes. O regime tectónico que prevaleceu durante este evento designa-se por rifting ou distensão tectónica intra-continental e foi a continuação dum ambiente tectónico que se iniciou na península Ibérica no Triásico (245 milhões de anos). A província geológica do litoral ocidental ibérico mais importante que se formou nessa altura designa-se por Bacia Lusitânica (ou Lusitaniana, segundo os diferentes autores), no interior da qual a cidade de Lisboa se situa. Desta fase tectónica de grande longevidade, mais de 220 milhões de anos, a cidade de Lisboa quase não apresenta vestígios de carácter tectónico, visto a cidade assentar sobre rochas de idade mais recente, formadas quase exclusivamente entre os 100 e os 7 milhões de anos. Neste intervalo de tempo ocorreram, do ponto de vista tectónico, três eventos notáveis, a saber: o primeiro, um evento tectono-magmático, durante o qual se instalaram, principalmente, as lavas do Complexo Vulcânico de Lisboa, há cerca de 72 milhões de anos (no Campaniano, Cretácico Superior); o segundo, de idade mais incerta terá ocorrido há cerca de 30 milhões de anos (entre o Eocénico e o Oligocénico), durante o qual se depositaram os sedimentos continentais detríticos de Complexo de Benfica e; o terceiro, um evento tectónico neogénico, provavelmente entre os 7 e os 2 milhões de anos atrás, durante o qual a região da oriental da cidade se terá soerguido de cotas altimétricas próximas do nível do mar até às que actualmente atinge.

Do primeiro evento tectónico mencionado, do Cretácico superior, Lisboa regista quase exclusivamente, lavas e piroclastos do Complexo Vulcânico de Lisboa, cujos aparelhos alimentadores se situariam, crê-se, na região da presente serra de Sintra e, eventualmente, na região de Loures.

O segundo evento tectónico, ocorrido durante a deposição do Complexo de Benfica, regista a deformação tectónica mais importante nas formações que constituem o substrato onde se edifica a cidade. De facto, as dobras e as falhas de origem tectónica, ou seja, associadas à deformação do substrato geológico imposta por um campo de tensões associado à colisão entre as placas litosféricas Eurásia e África, afectam o Complexo Vulcânico de Lisboa e as formações geológicas anteriores, encontrando-se seladas pelas formações mais recentes. As variações importantes de espessura do Complexo de Benfica, assim como as discordâncias angulares intra-formacionais, atestam a deformação tectónica sin-sedimentar. Deste modo, a este evento tectónico atribui-se uma idade Oligocénica, podendo eventualmente ter-se iniciado durante o Eocénico. Durante esta fase tectónica formaram-se as

estruturas tectónicas mais conspícuas evidentes na cidade e concelhos limítrofes dos arredores, a norte e a oeste, que, posteriormente, durante o Miocénico superior, pós-Tortoniano, foram reactivadas, durante o terceiro evento tectónico.

Este último evento, o mais recente, foi certamente pós-Tortoniano, como se deduz da sequência estratigráfica presente na cidade, fundamentalmente no seu centro e oriente, onde se encontram cartografadas as séries miocénicas, desde a sua base, o Aquitaniano até ao Tortoniano. A parte mais superior do Miocénico, o Messiniano, não se encontra representado, assim como também não se encontra o Pliocénico e, do Quaternário apenas existem as aluviões das ribeiras de Lisboa. A importante discordância angular entre o Miocénico e o Cretácico não deixa dúvidas da existência dum relevo anterior ao Miocénico, de origem tectónica compressiva, posterior ao Complexo Vulcânico de Lisboa. As baixas e generalizadas inclinações dos estratos miocénicos e os escassos exemplos de deformação tectónica mesoscópica corroboram este facto.

Concluindo, existem claras evidências de tectónica compressiva de idade Eo-Oligocénica e pós-Tortoniana na região da cidade de Lisboa. Esta última, certamente associada a importante levantamentos tectónicos, eventualmente de idade Miocénica terminal, Pliocénica e mesmo Quaternária, como os materializados na estruturas activas do vale do baixo Tejo (e.g. falha inversa de Vila Franca de Xira - Lisboa; Cabral, J. e tal, 2003; Carvalho, J. e tal, 2006). Outros levantamentos de idade Quaternária, importantes a nível regional, foram recentemente propostos, em trabalhos realizados na região litoral entre a Nazaré e Peniche (Benedetti et al., 2009) e nas regiões da plataforma continental na região algarvia (Roque et al., no prelo; Terrinha et al., 2009, Zitellini et al., 2009).

5. A zona ribeirinha da cidade

Esta é certamente uma zona de elevado risco na eventualidade da ocorrência dum tsunami, devido às suas cotas mais baixas. Como se pode constatar da figura 4 existe uma orla ao longo de toda a extensão ribeirinha da cidade, de cotas inferiores a 10m que, inclusivamente, penetra para o interior da cidade, abrangendo áreas importantes, nomeadamente nas zonas de Restelo, Belém, Alcântara, Santos, Terreiro do Paço, estação de caminhos-de-ferro de Santa Apolónia e zonas urbanas mais modernas a oriente (zona do Parque das Nações). Destas zonas, as localizadas no segmento de orientação oeste-este da zona ribeirinha de Lisboa, são também as mais afectadas por uma onda de tsunami, de acordo com a modelação de inundação realizada por Batista et al. (2006), onde, é claro que as zonas mais afectadas se localizariam, contudo, na margem sul do rio Tejo (figura 5), devido à maior área ocupada pelas formações costeiras com cotas reduzidas.

Curvas de nível dos 10m, 20m e 30m

 

Figura 4- Imagem de satélite da cidade de Lisboa com implantação das curvas de nível dos 10m, 20m e 30m.

 

 

Modelo de inundação por Tsunami

Figura 5 - Modelo de inundação produzido por Baptista et al. (2006) da região de Lisboa por onda de tsunami gerada por fonte sismogénica na área imersa do sudoeste do território de Portugal continental.

Destas zonas ribeirinhas, para além das suas cotas baixas, consequentemente mais expostas a qualquer subida do nível do mar, é importante ter presente o risco potencial que advém de deslizamentos de terras. Estes serão mais prováveis em terrenos não rochosos, pouco consolidados e susceptíveis de maior mobilidade quando sujeitos à vibração causada por um sismo. Descrições de desaparecimentos de cais encontram-se registadas em descrições vividas por cidadãos residentes em Lisboa durante o sismo de 1755 (ver Batista et al., 2006). As zonas ribeirinhas conquistadas ao rio são consequentemente as mais vulneráveis no que respeita aos processos de deslizamento associados a sismos e tsunami. A figura 6 apresenta a posição da linha de costa urbana actual e as dos anos de 1910, de 1856 e 1650, podendo ver-se as zonas onde a conquista foi maior e que, estas zonas coincidem com as zonas de maior inundação da cidade segundo a modelação de Baptista et al. (2006).

Evolução da linha de costa

 

Figura 6 - Posição da linha de costa urbana actual e as dos anos de 1910, de 1856 e 1650. As flechas numeradas indicam locais onde a conquista ao rio foi mais pronunciada, 1- 350 m entre a linha de 1910 e a actualidade, 2- 420 m entre a linha de 1856 e a actualidade, 3- 720 m entre a linha de 1856 e a actualidade e 4- laranja 410 m entre a linha de 1910 e a actualidade.

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Zitellini, N., E. Gràcia, M.A. Gutscher, L. Matias, D. Masson, T. Mulder, P. Terrinha, L. Somoza, G. de Alteriis, J.P. Henriet, J.J. Dañobeitia, R. Ramella, M. A. Pinto de Abreu and S. Diez (2009) - The quest for the Iberia-Africa Plate boundary west of Gibraltar. Sci. Lett.. doi:10.1016/j.epsl.2008.12.005.

Anexo I

Legenda das Cartas Geológicas

 

Carta 34-A

 

Legenda da Carta Geológica 34-A

 

Carta 34-B

 

Legenda da Carta Geológica 34-B

 

Carta 34-C

 

Legenda da Carta Geológica 34-C

 

Carta 34-D

 

Legenda da Carta Geológica 34-D