lx_risk
Projecto
Caracterização da Região
Movimentos de Massa
Sismos
Tsunamis
Análise de Risco
Conferência
Objectivo e Âmbito Metodologia

Metodologia

A avaliação de riscos no território da cidade de Lisboa descrita neste documento inclui um conjunto de vertentes associadas aos riscos naturais (sismos, tsunamis, movimentos de massa) que partilham um mesmo conjunto de dados de base e dizem respeito ao mesmo ambiente geológico e morfológico.

A aplicação das técnicas de probabilidades e estatística à avaliação dos riscos naturais constitui hoje uma área importante de actividade em particular como consequência directa das consequências dos grandes desastres naturais na saúde financeira do sistema de seguros global.

De uma forma muito geral podemos considerar cada um dos factores de risco como uma carga ambiental que varia no tempo e no espaço, e interage com uma determinada infraestrutura, que constitui para nós o sistema, causando-lhe danos e conduzindo por vezes a falhas. Exemplos de cargas ambientais são os sismos, o vento, as cheias, as ondas, etc.... Exemplos de falhas são o colapso estrutural, etc ....

Para se quantificar o risco é necessário considerar dois factores: (i) a severidade do ambiente, descrita como uma probabilidade de excedência de um conjunto de níveis de magnitude l por uma carga ambiental LT num período de tempo T: P[LT > l]; (ii) a descrição da resistência de um determinado sistema descrita como uma probabilidade de falha Pf(l) em função dos níveis de magnitude l da carga ambiental.

A avaliação de P[LT > l] é habitualmente designada por avaliação de perigosidade (hazard assessment). A perigosidade (H) é assim entendida como a probabilidade de excedência de um determinado nível de carga ambiental, numa determinada área e num determinado período.

A função Pf(l) é designada por fragilidade ou vulnerabilidade (V), podendo ser descrita como a capacidade de um determinado sistema de resistir a carga ambiental.

A consideração de diferentes tipos de elementos do sistema sujeita à carga ambiental leva à necessidade de se considerar que todas as falhas se podem expressar por uma mesma métrica, a que chamamos valor. Cada sistema pode ser caracterizado por um determinado valor, cuja variação consideraremos apenas ocorrer como consequência directa ou indirecta de uma determinada carga ambiental.

Consideraremos como conceito fundamental o de exposição (E), que definiremos como o valor dos elementos do sistema que podem ser afectados pela carga ambiental. A partir dos conceitos anteriores podemos derivar dois conceitos básicos em riscos naturais: o risco específico e o risco absoluto. O risco específico pode ser definido como a probabilidade de se igualar ou exceder a redução de uma determinada fracção de uma das componentes do sistema, como consequência da carga ambiental. O risco absoluto pode ser definido como a probabilidade de se igualar ou exceder uma determinada redução do valor do sistema, como consequência da carga ambiental.

Note que o conceito de risco específico só pode ser aplicada a um único tipo de patrimónios e exprime-se como uma proporção da respectiva propriedade extensiva. É assim função exclusiva da perigosidade e da vulnerabilidade.